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sexta-feira, 18 de maio de 2018

PROMESSAS


Por agente DPC

PROMESSAS
            Quanto vale a palavra de uma pessoa?
            Qual a validade de uma promessa?
            Vale qualquer coisa para fazer o que se promete?
            Essas perguntas se passavam na cabeça de Carlos enquanto ele corria de volta para sua casa.
            — Porque prometi isso? Aff como sou burro. — pensou Carlos.
            Quanto mais ele corria, mais parecia que não chegaria a tempo. Carlos começou a ficar aflito. Pensou em todas as possibilidades possíveis que poderia ter feito para cumprir o que tinha prometido, pensou em como escapar ileso dessa situação, mas tudo parecia impossível agora. Era caso de vida ou morte e não poderia escapar disso, teria que enfrentar o problema que ele mesmo criou por quebrar uma promessa.
            Quando chegou à rua de sua casa prometeu a si mesmo que se sobrevivesse dessa vez nunca mais faria algo que não pudesse cumprir.
            O suor escorria de sua testa, seu coração estava acelerado, seus pensamentos desorientados.
            Ele abriu o portão de sua casa. Pronto. Não tinha como voltar atrás. Era agora ou nunca. Ele poderia se sentir mais confiante porque já tinha sobrevivido outras vezes, mas não conseguia porque a cada vez parecia que era pior, parecia que as consequências aumentavam a cada vez. Era terrível aquela sensação de terror e incerteza que percorria por todo seu corpo.
            Entrou em casa e de repente se deparou com a imagem mais aterrorizante que ele tentava evitar todos os dias de sua vida. No fundo ele sabia que dessa vez seria mais difícil do que as outras para garantir sua vida e a criatura monstruosa que viu só confirmava suas suspeitas.
            Ele era alto, corpulento, tinha uma cara intimidadora. Ele foi chegando perto de Carlos que já estava com suas pernas tremendo, mas não conseguia sair do lugar. Quanto mais a criatura chegava perto, maior e mais aterrorizante ficava.
            — Ai meu Deus me ajuda. É agora. — pensou Carlos. — Desculpa. Eu prometo que não faço mais isso. Por favor, me da mais uma chance. — disse ele aterrorizado.
            — Mais uma chance? Você promete? Faça-me um favor Carlos. Você é um irresponsável. Como que você sai meio dia de casa e só chega agora quase nove da noite em plena quinta feira? Você acha que tem idade pra isso? Seu sem vergonha. Tem coragem de deixar sua mãe preocupada até agora. Essa não é a primeira vez que você faz isso.
            — Mas pai eu ...
            — MAS PAI NADA. AGORA VOCÊ VAI VER O QUE VAI TE ACONTECER.
            Naquela noite Carlos levou um corretivo de seu pai e mais uma bronca de sua mãe e ficou de castigo. Por um mês não iria poder ir à casa dos seus amigos. Ele sabia que estava errado e ficou triste porque deixou seus pais preocupados e no final de tudo pensou se tinha valido a pena quebrar a promessa que tinha feito pra mãe de chegar cedo na sua casa só por causa do final da aventura de RPG que estava jogando com seu grupo.
................
            Três meses depois do castigo, Carlos combinou uma partida de RPG com seus amigos.
            — Mãe to saindo. Vou lá na casa do João. — disse ele.
            — Vai o que? Já esqueceu o que você fez menino?
            — Mas mãe eu PROMETO que não vou demorar.
            — Ta bom. Cuidado filho. Não demora.
            Carlos saiu rápido antes que a mãe mudasse de ideia. Mas dessa vez iria cumprir a promessa, ou tentaria pelo menos.

domingo, 29 de abril de 2018

Olá - por Agente Eleven



Maria se aproximou de sua amiga Ana que estava sentada em um dos balanços do parque. Sentou no balanço do lado sem dizer nada. Estava pensativa. A separação de seus pais havia mexido com a rotina da casa. E havia outro problema: Ana. Havia feito um descoberta sobre ela e não sabia como lidar com a situação. Aposbalguns instantes ouviu Ana dizer:
- Olá.
- Olá - respondeu Maria.
- O que há com você hoje, Maria? Está tão quieta? Posso te ajudar. Amiga é pra essas coisas.
Maria ficou calada ir um instante até finalmente falar:
- É exatamente isso. Somos amigas á um bom tempo mas estava tentando lembrar como nós conhecemos. E não consegui. Esta tudo confuso.
- Você está passando por problemas e isto está afetando você. Deve ser isso.
- Não é só isso. Falei de você pra minha mãe e ela disse que não lembra de você.
Ana olhou para a amiga com cara de desconfiada.
- O que está querendo dizer?
- Olha. Todos os momentos que lembro de nós duas juntas é assim: só nos duas. Como se…
Maria não conseguiu terminar a frase. Ficou olhando para Ana tentando perceber se ela havia entendido a mensagem. Ana não dizia mais nada. Um longo silêncio se estendeu até que Maria resolveu quebra-lo. - Ás vezes acontece. Eu estou passando por um momento difícil. E não tenho amigo a.  Estava sozinha e precisava de alguém para conversar.
Após mais um momento de silêncio foi a vez de Ana se manifestar.
- Eu estava percebendo que havia algo errado. Sempre só nós duas. Eu só não queria aceitar.
- Eu sinto muito. Mas podemos continuar sendo amigas. Ainda preciso de você.
- Sim. Você precisa de mim. Afinal deve ser pra isso que eu te imaginei.
- Como assim me imaginou. Eu imaginei você.
- Não. Acho que está é a verdade, Maria. Você é minha amiga imaginária.
- Isso não faz sentido. Por que você me imaginária.
- Talvez pra eu  cuidar de você. Como uma irmã. Criei alguém que precisasse de mim. Alguém com problemas e sem amigos. Alguém para quem eu fosse único consolo.
- Não. Isto está errado. Eu me lembro. Da minha casa. Meus pais.
- Até mesmo isso.  Separação de pais. Não percebe que está situação é clichê?
- Não acredito nisso. Você é a amiga imaginária aqui. E tudo isso que você falou é apenas minha mente tentando me enganar.
As duas ficaram em silêncio outra vez sentadas no balanço. Um casal chegou ao parque com uma gato tinha.  Estavam comprando um algodão doce quando a criança olhou na direção das meninas e falou algo para os pais dela. Logo o casal pediu mais dois algodões e entregou na mão da criança que foi na direção do balanço é ofereceu um pra cada uma. 
- Olá posso brincar com vocês?
As duas olharam uma para a outra é sorriam aliviadas. A menina se sentou no balanço que restava e as três começaram a se balançar.

De longe o vendedor olhava para a garota que brincava sozinha no balanço segurando três algodões doces. 

segunda-feira, 12 de março de 2018

A ESCRITA


POR AGENTE DPC

Tenho que parar para escrever o que vier na cabeça. Mas o que escrever?
Bem, se parar para pensar eu já comecei a escrever. Mas aí foi fácil porque comecei com uma pergunta sobre o que escrever.
Então a minha dúvida me possibilitou a começar a escrever. Enquanto divago escrevo, enquanto me pergunto as palavras se formam e o texto nasce.
Pois bem, agradeço pela questão que surgiu, mas ainda não sei a resposta e as palavras continuam surgindo e o texto tomando forma.
É interessante como funciona a escrita. Mesmo escrevendo e não saindo do lugar o texto ganha vida e cresce assim como cresce a dúvida sobre o que escrever. E enquanto penso sobre isso, escrevo e mesmo sem saber sobre o que falar as palavras se formam e o texto continua crescendo. Assim como um organismo vivo, que cresce e se desenvolve.
Percebe? Não? 
Então volte do inicio e observe. Escrevi e escrevi e mesmo sem saber sobre o que escrever o texto nasceu, cresceu e se desenvolveu e precisou apenas das minhas divagações e questionamentos. Interessante como funciona, as palavras ganham vida assim como um organismo vivo.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Começar de Novo - por Agente Eleven

Clarice Stenphord
Havia chegado á pequena cidade no interior à alguns meses. Na verdade,  chamar aquele lugar de cidade era um elogio. Parecia mais um vilarejo. Chegou ali depois que decidiu começar de novo.
Novo emprego, novas manias, novos conhecidos. Foi um pouco difícil no começo. As pessoas que moram em cidades pequenas são desconfiadas com forasteiros. Enfim conseguiu se adaptar. Mas recentemente as pessoas estão mais desconfiadas do que o normal.
Os assassinatos começaram pouco depois de sua chegada. As vítimas eram encontradas com mordidas no pescoço e quase sem sangue nenhum no corpo. As autoridades locais não conseguiam solucionar o caso. E ela,  sendo uma forasteiro, sabia que mais cedo ou mais tarde seria procurada.
Quando o delegado Fitzgerald bateu a sua porta ela o atendeu sem receios. Estava acompanhado de seu assistente, o policial Miller. Fizeram algumas perguntas, deram uma olhada na casa e avisaram que ficariam de olho nela e que não era pra sair da cidade. O policial Miler parecia particularmente incomodado com ela.
Nos dias seguintes Clarice podia ver que o policial realmente estava de olho nela.
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Caminhava pela rua à noite. Esperava algum cidadão desavisado passar por ali. Claro que estava cada vez mais difícil. As pessoas estavam mais cautelosas. Mas sempre aparecia alguém. Principalmente jovens que gostavam de encher a cara e desafiar a leis e os perigos.
Não demorou muito para aparecer. Era um jovem casal. Clarice os seguiu. O casal entrou em uma zona de mata. Pareciam que queriam se “divertir”. Isso facilitaria o trabalho.
No momento certo, pulou em cima deles. Com um golpe só desmaiou a moça. O rapaz ficou assustado mas foi pra cima da criatura. Mas está era mais forte do que aparentava e logo o jovem estava desacordado também. A criatura então se abaixou ao lado do corpo do rapaz e cravou suas mandíbulas em seu pescoço.
Então foi atingida por uma saravaida de balas. Pelo menos três acertaram seu peito. Outros atingiram os braços. Como se nada tivesse acontecido,  virou o rosto na direção de seu atacante. Viu o policial Miller com uma arma apontada para ela. O policial parecia não acreditar. Ali estava Clarice, mas seu aspecto estava diferente. Manchas de sangue estavam ao redor de sua grande mandíbula.
A criatura sabia que tinha pouco tempo. Seu corpo estava todo machucado e os barulhos de tiro logo atraíram outras pessoas. Precisava agir rápido. Pulou em cima do policial jogando no chão e caindo por cima dele. Segurou os dois braços dele contra a terra e o olhou fixamente. Miller sentia que ali seria seu fim. Sabia que a qualquer momento a criatura enviaria os dentes em seu pescoço. Encarou o monstro e ficou como que hipnotizado pelo seu olhar. De repente um barulho de tiro e a cabeça da criatura se despedaçou. O corpo imóvel caiu em cima de Miller. O delegado Fitzgerald o ajudou a se levantar. Miller não disse mais nada naquela noite. Talvez estivesse assustado com os acontecimentos.
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O policial Miller pediu demissão. Não parecia mais o mesmo desde o incidente. Falou que precisava de um tempo e iria procurar outro lugar para morar. Estava na Estrada pensativo.
Foi rápido desta vez. Já esperava isso se tratando que escolheu uma cidade pequena para morar. Agora iria para uma cidade maior. Mais pessoas. Correria. Quase ninguém se importa se seu vizinho desapareceu. Mais crimes ocorrendo ocupam a Polícia. Uma nova cidade. Um novo emprego. Novas pessoas. Era hora de começar de novo.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Era uma vez na cidade ( parte final ) - por Agente Eleven


- Não podemos tirar conclusões precipitadas. - disse Iara
- Ora essa. Mas esta claro agora que foi ele. - gritava o Saci - Ele ainda nos atraiu até aqui e se mandou.
- O que importa agora. Vamos acabar logo com isso.
- Ora essa Iara. Esta protegendo o Boto agora?
O Lobisomem então rosnou para o Saci mostrando que não estava gostando da situação. A discussão porém foi interrompida pelo barulho de algo ou alguém se aproximando.
- Ele chegou - disse a Cuca.
O grupo não teve tempo de reagir. Logo a criatura monstruosa saltava em cima deles dispersando-os. Sua aparência era indescritível. A Cuca começou a lançar feitiços na direção dele enquanto o Saci investia em sua forma de redemoinho. Mas a fera aguentava bem os golpes. Iara começou a disparar nele com sua arma porém sem resultados além de enfurece-lo mais. O Bicho Papão foi então na direção dela mas no trajeto foi impedido pelo Lobisomem que lançou suas garras no rosto da criatura que pela primeira vez parecia sentir o golpe.
Aproveitando o momento, O Saci e a Cuca atacaram novamente, desta vez, talvez por efeito do golpe do Lobisomem, o Bicho Papão cedeu um pouco aos ataques. O Lobisomem então iniciou uma série de golpes no monstro. Em um momento de furia, o Bicho Papão reage e com um unico ataque arremessa o Lobisomem para longe. Livre de seu oponente e cheio de raiva, a fera se volta para os outros, sendo o Saci, que estava mais próximo, seu primeiro alvo. Sem ter o que fazer o Saci se prepara pra levar aquele que pode ser o ultimo golpe que sentirá na vida. Mas um disparo se faz ouvir no ar e a fera tomba para trás. O Boto entra em cena com uma espingarda ainda soltando fumaça pelo cano. 
Recuperados da surpresa o grupo inicia outro ataque. A Cuca com seus feitiços, o Saci rodopiando e o Boto com sua espingarda. Mas quanto mais eles atacam, mais o monstro fica furioso e mais forte ele fica. Iara olha para toda aquela cena. Vê seus amigos lutando sem hesitar contra o Bicho Papão mas sem conseguir exito. Vê o Lobisomem ainda atordoado com o golpe tentando se levantar.
" Isso foi longe demais"
Começou á cantar. Logo sua doce voz se espalhou pelo salão. O Bicho Papão ficou paralisado, encantado pela voz. O mesmo se deu com o Saci e o Lobisomem. O Boto, que era imune ao canto, falou para a Cuca.
- Rápido, é a sua chance. Lance ele para dentro do portal e feche-o de vez. Ela não vai segura-lo por muito tempo.
A Cuca então abriu o portal.
- Não consigo manter o portal aberto e lançar o Bicho Papão dentro dele ao mesmo tempo.
Iara então, sem para de cantar se aproximou da criatura. O Boto a observava sem dizer nada. Proximo da fera, seus poderes eram mais efetivos e sob o encanto o Bicho Papão seguia hipnotizado em direção ao portal. Mas lutava contra o controle. Iara se esforçava para manter seus poderes sobre ele. Em um momento de hesitação, já proximo ao portal, o monstro se livra do feitiço e desfere um golpe contra a Iara. O Boto que estava preparado corre na direção da fera e lançando seu corpo sobre ela consegue empurra-la para dentro do portal. Sem demora a Cuca o fecha finalmente. Está feito.
O Lobisomem ainda se recuperando tanto do golpe quanto do feitiço de Iara se levanta e vai na direção de sua amada. Ela está no chão gravemente ferida. O Boto e a Cuca observam dando espaço para que o Lobisomem se aproxime dela. O Saci fica sem entender o que aconteceu. E agora que o Bicho Papão se foi, para ele nada mais importava. nada iria trazer seu amigo de volta. O Lobisomem se aproximou então de Iara e e a escutou dizer
- Me desculpa. 
- Não, você fez o que tinha de fazer para detê-lo. Estou orgulhoso de você. Vamos para casa e você vai se recuperar e podemos continuar a ser uma família. Agora o pior já passou.
- Eu...fomos mesmo felizes né...engravidei sem querer. Nos casamos e quando fui ver eu era uma dona de casa...uma mãe...uma esposa. Por um momento eu estava feliz mas...me cansei...não era o que eu queria pra mim. Precisava de mais...precisava de uma desculpa pra fugir daquilo...pra fugir de você. E voltar...voltar para onde eu não queria ter saído. Gostava de ser uma espiã e sentia falta...então...fiz o que achei...saiu do controle.
Diante de tais revelações o Lobisomem ficou chocado. Se sentiu traído. Estava furioso e triste ao mesmo tempo. O Saci não conseguia acreditar. Seu amigo foi morto por causa dos desejos egoístas de Iara. " Será que a morte dele estava nos planos? Será que elea estava disposta á sacrificar nós todos." O Boto e a Cuca continuavam sem esboçar reação nenhuma. Iara então sussurou
- Cuida da nossa filha. Dê a ela o que eu não quis dar. - fechou os olhos e se foi. O Lobisomem começou á uivar.
O Saci se aproximou do Boto.
- Você sabia?
- Eu estava pra me juntar á vocês quando vi a Cuca chegar. O que ela disse mudou minhas idéias. Talvez ela estivesse mentindo. Se não tivesse significava que tinha um traidor entre nós. Logo, imaginei que devia ser ela.
- E agora? - Perguntou o Saci. 
- Agora que está tudo terminado voltar aos nossos afazeres normais. 
Dias depois o Saci e o Boto estão conversando em um bar. 
- Como vão as coisas? 
- Estão indo bem. Ainda chocado com tudo que aconteceu mas vou indo em frente. O Lucas também. Esta cuidando da filha dele. Mas deve ser difícil pra ele alem de descobri que a esposa é uma traidora vê -la morrer desse jeito. 
- Mas não pense que terminou. Nem pra Iara nem pro Curupira. 
- Como assim? 
- Nós somos lendas. E lendas nunca morrem. 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Era uma vez na cidade ( parte 5 ) - por Agente Eleven


veja aqui as partes 01, 02, 03 e 04 


- O que te vez mudar de ideia? - perguntou Iara
- Não podia ficar em casa enquanto você se arriscava. Por isso deixei nossa filha com uma babá e resolvi vir também. Afinal, quanto mais rápido terminarmos mais cedo voltamos pra nossa vida normal.
- Ok, não podemos mais perder tempo então - disse o Boto. - vamos partir logo para a ação.
- Parece que você esta se divertindo com a situação - disse o Saci
- Só pretendo acabar logo com isso.
- Certo - disse Iara. - mas para onde vamos agora? Aqui é grande. Como vamos saber onde o Bicho Papão esta?
- Melhor nos separarmos - sugeriu o Boto 
- Ficou louco? - disse  Lobisomem - Se ele nos pega separados não temos chance.
- É apenas para procurar pistas. Vamos fazer assim. Eu vou por um lado então e vocês vão por outro. Se encontrar algo aviso vocês e se vocês encontrarem me avisem. Tome. Aqui está o radio que eu e Iara usavamos para nos comunicar.
Iara pegou o radio.
- Mas não é perigos você ir sozinho? O Saci podia ir com você.
- Eu me viro. Não se preocupe.
- Ok. Ja esta decidido - disse o Saci - Vamos embora.
Se separam então. O Boto para um lado, o Saci, a Iara e o Lobisomem para o outro.
O grupo de três andou até parar de frente para uma porta. Abriram e ao entrar na sala se depararam com o portal.
- Vejam, o portal. Mas nem um sinal do monstro - disse o Lobisomem
- Talvez ele tenha saido para caçar - respondeu o Saci - Por isso deixou o Boitatá protegendo o local. 
- Vejam só. Uma reunião. - uma voz surgiu atrás deles - E nem me chamaram. Assim fico
chateada.
Os três se viraram assustados e se deparam com uma mulher de aparência idosa e vestida de bruxa.
- Cuca. - disse o Saci - Sua traidora.
Ele então rodopiou e foi na direção da bruxa que lançou um feitiço e o deteve
- Por que acha que eu trai vocês?
- Por que você abriu o portal e libertou o Bicho Papão. O portal só podia ser aberto por você.
- Está enganado, estou aqui para fechar o portal. Mas realmente há algo errado por aqui. O portal só podia ser aberto desse lado. Mas não precisava ser exatamente eu. qualquer um de nós poderia fazer. O que significa que um de nós fez.
- E por que deviamos acreditar em você.
- Não preciso que acreditem. Vim aqui me preparar para quando o Bicho Papão chegar eu bani-lo de volta. Não preciso de vocês para isso. Bom, talvez de precise de uma força bruta.
- Eu ainda não acredito em você.
- Por que? Por que isso significaria que foi um de vocês?
- Espera ai Saci - interrompeu o Lobisomem - Quem disse que tinha sido a Cuca?
- O Boto e...ah merda.

( conclui na próxima parte )

sábado, 28 de outubro de 2017

Era uma vez na cidade ( parte 4 ) - Por Agente Eleven


(Ops. Novo no blog? Ficou fora um tempo e perdeu algumas coisa? Acompanhe as primeiras partes desta história.parte 01, parte 02 e parte 03

Os três se dirigiram para uma espécie de depósito. O local era grande. O Saci estava sem a prótese da perna e andava saltitando enquanto fumava seu cachimbo. O Boto caminhava com seu terno branco e seu chapéu. Havia uma ponta de sorriso em seu rosto. Iara seguia séria sem comentar quase nada durante o trajeto. O Saci então perguntou.
- Como você acham que ele chegou aqui?
-Da mesma forma que nós, eu creio. - respondeu o Boto.
- Pelo portal? Mas achei que a Cuca o tivesse trancado quando passamos.
- O que não impede que ela possa te-lo aberto de novo.
- Não faz sentido. Ela não faria isso. Não mais. Ela mudou. Até ajudou a gente á escapar do Bicho Papão e fugir para este plano.
- Talvez ela teve uma recaída. talvez ela só estivesse ajudando ela mesma. Ou ainda, pode ser um plano dela e do Bicho Papão.
- Não importa agora - disse Iara - O fato é que ele está aqui e nós temos que detê-lo.
- Sim - disse o Saci - e se foi mesmo a Cuca que o libertou ele terá que se ver comigo também.
Entraram no depósito e procuraram por pista. Logo, escutaram um barulho estranho.
- Tem alguma coisa se aproximando. - disse o Boto
- Deve ser ele - falou Iara.
Uma luz alaranjada surgiu e de repente os três se viram de frente para uma cobra gigante em chamas.
- O Boitatá. Ele deve ter escapado também - gritou o Saci
A criatura soltou labaredas na direção do trio que se dispersou. A Iara e o Boto sacaram suas pistolas e começaram a dispara na direção do bicho. Porém as balas derretiam antes de atingi-lo.
- Não esta funcionando - falou Iara - e meu canto não faz efeito nele
O Saci então rodopiou tomando a forma de um redemoinho e foi na direção do Boitatá. Porém a criatura usou a cauda para jogá-lo longe.
- Não estamos conseguir - disse o Boto - e olha que ainda nem estamos enfrentando o Bicho Papão.
A criatura balançava  a cauda de um lado par o outro e cuspia fogo. Correu na direção de Iara porém alguma coisa o atingiu e ele foi arremessado. Furioso, o Boitatá se levantou para encarar seu novo adversário. Lançou uma rajada de fogo, porém o oponente além de forte era ágil. Em salto se esquivou e já se lançando na direção do boitatá lhe atingiu com suas garras. Seus pelos se chamuscaram um pouco mesmo assim ele ainda desferiu outro golpe e finalmente nocauteou a criatura. Uivou sob seu adversário caído como se comemorando a vitória.
- Veja só - disse o Saci - apareceu na hora certa, Lobisomem.
- Sim - completou Iara - Que bom que finalmente decidiu vir, querido.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Era uma vez na cidade ( parte 03 ) - Por Agente Eleven


(se está chegando agora confira antes a parte 01 e a parte 02

O Boto e a Iara caminhavam pela cidade.
- Como nos velhos tempo hein Iara.
- Não se empolgue muito. Eu me aposentei. Essa é apenas uma exceção.
- Que pena. Formávamos uma bela dupla de agentes. Você era imbatível com seu dom.
- Meu dom? E quanto ao seu? Quantas mulheres seduziu? Quantos filhos " sem pai deixou por ai?
- Ossos do oficio.
- Para onde vamos agora?
- Somos bons mas não somos o suficiente. Vamos recrutar outro velho amigo. Pena que seu marido não quis vir. Eu contava com ele.
- Ele mais do que qualquer um de nós quer deixar o passado para trás.
- Uma tarefa inútil quando o passado vem atrás de você. Chegamos.
Os dois chegaram á uma transportadora. Entram no prédio principal e se dirigiram á recepção.
- Boa tarde - disse o Boto para a moça que estava no balcão. - Gostaríamos de falar com o senhor Pererê
- Boa tarde. Vocês tem hora marcada?
- Diga á ele que são dois velhos amigos. 
- Me desculpe, mas o Sr Pererê esta ocupado e não pode atende-los no momento. Mas se quiser pode deixar recado
- Tenho certeza que uma moça linda e competente como você poderia dar um jeito
O Boto então lança um sorriso e um olhar misterioso para a moça. Ela ficou corada e respondeu também com um sorriso no rosto.
- Acho que posso convence-los á recepcionar vocês.
Alguns minutos depois os dois se encontravam no escritório do Saci.
-  Ora, ora. Veja só quem venho me visitar. Sentem-se por favor.
- Belo escritório - disse o Boto - secretária, hora marcada para reuniões. Você entrou mesmo no mundo negócios.
- Vocês também. Apenas escolhemos negócios diferentes.
- Eu sai do ramo de espionagem - disse Iara. - Hoje tento viver uma vida tranquila com o Lucas.
- Lucas? - disse o Saci olhando para o Boto -Quem diria. Então o que os trás aqui? Devo ficar preocupado.
- O Bicho Papão está na cidade - disse Iara sem cerimônias.
- Você só pode estar brincando. 
- Infelizmente ela esta falando sério - disse o Boto - e não é só isso. Ele...ele matou o Curupira.
Ao ouvir a noticia o Saci ficou sem palavras. Aquilo o atingiu em cheio.
- Sinto muito - disse Iara - eu sei o quanto vocês eram amigos.
- Bem ele com certeza virá atrás de nós também. Por isso eu e Iara decidimos encontra-lo primeiro. Achei que você gostaria de ir junto.
O Saci levantou sem dizer nada. Deu uma volta na sala pensando na situação. Apesar de ainda mancar um pouco, a prótese que usava na perna lhe ajudava bem. Olhou para os dois companheiros que esperavam uma posição dele e disse:
- Só me diga onde encontrar esse desgraçado e eu mesmo dou um fim nele.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

AGENTE DPC E O SUMIÇO DA MAGIA

AGENTE DPC E O SUMIÇO DA MAGIA



Teste, teste. Um, dois, teste. Gravando.
Aqui quem fala é o agente DPC no dia 15 de outubro de 2017 ás 21h19min.
Esse é meu relatório da missão designada no dia 14 de outubro de 2017, mas só tive tempo de fazer agora. Os relatórios de agora em diante serão gravados (exigência do chefe. Acho que ele ta com preguiça de ler, mas enfim). Então vamos começar.
Era apenas mais um dia de rotina na agencia Arquivo CTS. Já estávamos terminando o trabalho do dia. Vi o coitado do agente Eleven saindo pra uma missão no final do expediente. Fiquei com pena dele, mas quando corri para não acontecer o mesmo comigo, meu celular tocou e adivinhem. Isso mesmo, esta certa a pessoa que pensou em missão. Fui convocado. Então não tive como fugir, afinal eu que escolhi essa vida e sabia o que me aguardava. Pelo menos pensei que sabia.
Um de meus contatos me ligou falando de um caso estranho. Disse que seus vizinhos estavam desesperados falando que não sabiam se tinha perdido ou se roubaram sua magia. Ele ainda me disse que nunca entendeu muito esses vizinhos porque eles eram alegres, mas ao mesmo tempo misteriosos. Ninguém sabia o que eles faziam. Eles eram novos no bairro. E nesse dia ele já não tinha mais dúvidas de que era uma família de bruxos e que algo tinha acontecido com a magia deles e por isso me ligou.
Bom, caso de magia é estranho e coisas estranhas são da nossa área, então não pude recusar e fui dar uma olhada. Meu contato me passou o endereço e disse que eles eram a família Catópolis. Não tinha tempo a perder porque o local era longe e já estava tarde. Queria chegar em casa para o jantar. Se eu soubesse o que me aguardava não teria... Enfim, continuando.
Depois de quase uma hora dirigindo cheguei à casa dos Catópolis. Estacionei o carro um pouco mais abaixo na rua e segui alguns metros a pé. No caminho quase tropecei em um gato que se entrelaçou nas minhas pernas.
Peguei o gato e vi que ele tinha uma coleria pequena, mas não tinha nenhuma identificação. Então levei o gato comigo e antes de prosseguir para o meu objetivo, passei na casa do meu contato e pedi para que ele me acompanhasse. No caminho para a casa dos Catópolis ele olhou para aquele gato e achou que já o tinha visto antes, mas não lembrava onde. Pedi para ele segurar o gato e bati na porta. Quem me atendeu foi um homem que aparentava ter uns 40 anos, era jovial, mas estava com uma cara de preocupação. Então comecei o dialogo:
— Senhor Catópolis?
— Sim. João Catópolis a seu dispor. Em que posso ajudar?
— Sou o Agente DPC, trabalho na agente Arquivo CTS e recebi uma informação de que o senhor perdeu sua magia, correto?
— Sim, mas como o senhor ficou sabendo disso? E que agencia é essa? Nunca ouvi falar.
— Somos uma agencia que trata de assuntos secretos.
— Mas o que tem de secreto no meu caso?
Não me importei com o questionamento dele. Nós agentes já estamos acostumados com pessoas que se fazem de desentendidas.
— Desde quando o senhor perdeu sua magia?
— Desde hoje cedo. Estávamos em casa todos reunidos com nossa varinha e nossa magia. Mas de repente nossa magia sumiu, sem explicação.
Varinha? Pensei eu. Isso realmente esta estranho. Se complicasse teria que pedir ajuda para a agente Wic que é especializada nesses casos.
— Entendo. O senhor tem alguma pista? Sabe se alguém queria te prejudicar?
— Acho que não. Somos novos aqui. Não deu nem tempo da gente conhecer o pessoal daqui. Acho que minha magia esta perdida.
Nesse momento fiquei perdido. Ele falava de magia como se fosse uma pessoa.
— Já estou preocupado. Desde cedo não acho ela. Olha não sei por que o senhor, agente DPC esta aqui. Não acho que seria necessária a intervenção de uma agencia secreta, mas já que o senhor esta aqui eu agradeço se me ajudar a encontrar a minha magia.
— Tudo bem. Vou ligar pra minha colega de trabalho que é especializada em magia. Acho que ela pode me ajudar.
Percebi que alguma coisa estava errada por que ele achou estranho eu ter falado isso. Parecia que estávamos falando de coisas diferentes.
Quando virei de costas para fazer uma ligação ouvi o senhor João dizendo eufórico?
— MAGIAAA! Onde você estava. Você nos deixou preocupados. Oh minha magia. Se tivesse acontecido alguma coisa com você eu não sei o que teria feito. O senhor é meu vizinho não é? Onde achou ela?
Quando olhei para trás o senhor João estava indo em direção ao meu contato para pegar o gato.
— Não fui eu quem achou seu gato. Foi o agente DPC. — disse meu contato, se sentindo um pouco constrangido.
— Obrigado agente. Sou muito grato mesmo. Que alivio que o senhor achou minha magia.
— De nada eu acho.
Agora tudo fazia sentido. Por isso que não estávamos nos entendendo.
— Só uma pergunta, Varinha deve ser seu outro gato não é?
— Sim. Colocamos esses nomes por que somos fãs de Harry Potter. Hahaha.
Aff..... Pensei eu.
Não podia ser diferente. Nós do Arquivo CTS sempre enfrentamos essas situações embaraçosas. Mas pelo menos o caso foi resolvido.
Aprendi duas coisas com isso: me informar melhor antes de pegar um caso desses e não confiar tanto assim no meu contato.

Perdi quase três horas da minha noite. Cheguei muito tarde e perdi o jantar.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Era uma vez na cidade ( parte 2 ) por Agente Eleven

( se ainda não viu, veja a parte 01 )

As palavras do Boto ecoaram no ar. Iara foi a primeira se manifestar.
- Como assim? O que aconteceu? Não pode ser.
- Na verdade ele foi assassinado.
- Por quem? - desta vez Lucas que perguntava.
- Bem, não havia marcas nem nada. Ele apenas estava pálido, como se sua alma tivesse sido arrancada dele.
- Devorada... – Iara não conseguia acreditar – O Bicho Papão.
- Não pode ser – disse Lucas – Ele não pode ter atravessado a barreira.
- Se nós conseguimos porque ele não conseguiria.
- Mas e agora – disse Iara – O que faremos? Se ele pegou o Curupira com certeza virá atrás de nós também.
- Sim, pensei nisso também. Por isso decidi que a melhor coisa é irmos atrás dele e encontrá-lo primeiro
- Você ficou louco! – gritou Lucas – Esta é a coisa mais absurda que escutei.
- E o que você sugere. Que fiquemos parados e esperamos ele vim e devorar nossas almas?
- Nós fugimos de nosso mundo para ficar em segurança. Abandonamos tudo e construímos uma vida nova aqui. Não podemos arriscar perder o que conquistamos.
- Fugimos para ficar em segurança e não adiantou.Ele nos seguiu. Se fugirmos de novo ele nos encontrará. Quer ficar fugindo o resto da vida?
Lucas ficou pensativo. Iara olhou para ele e depois dirigiu sua tenção para o Boto.
- Mas você acha que podemos enfrenta-lo?
Lucas ficou espantado com as palavras de Iara
- Não acredito que você esta pensando nisso.
- É apenas uma pergunta. Temos que fazer alguma coisa.
- Mas ele é mais poderoso que a gente.
- Talvez não seja mais tão poderoso assim – disse o Boto – Enquanto estávamos em nosso mundo ele tinha alimento abundante. Aqui seu cardápio foi seriamente reduzido o que pode ter feito ele enfraquecer. Claro que nós mesmos estamos com nossas habilidades limitadas por estarmos fora de nossa esfera de atuação mas creio que ele tenha sido mais afetado que nós.
- Mas nem sabemos onde encontrá-lo.
- O Curupira sabia. Antes de morrer ele conseguiu deixar uma pista. Parece que o Bicho Papão se manteve próximo á casa abandonada onde abrimos o portal. O que me faz pensar que ele realmente  esta enfraquecido. Meu plano é simples. Invadir o local, pega-lo de surpresa e eliminá-lo.
Lucas ia dizer algo mas Iara o interrompeu
- Eu vou.
Lucas olhou para ela numa mistura de espanto e raiva.
- Você esta brincando?
- Não podemos ficar simplesmente parados.
- Mas e nossa vida? Nosso casamento? Nossa filha?
- Estou fazendo isso por ela. Prefiro ir até o monstro do que esperar que ele venha até mim e minha filha seja colocada em perigo.
- Bom, faça o que você quiser. Eu ficarei aqui cuidando dela. Da maneira que deve ser feito.
- Que pena – disse o Boto – Eu contava com a sua ajuda.
- Pois terão que fazer isso sem mim.

- Ok, então Iara está pronta? Tire o pó de suas armas. Iremos voltar á ação.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Era uma vez na cidade ( parte 01 ) - Por Agente Eleven

Ele corria o quanto podia. Suava tanto que seus cabelos ruivos da cor do fogo grudavam em seu rosto. Mas mesmo assim seu perseguir estava cada vez mas perto de alcança-lo. Em outros tempos e outros lugares teria o despistado com suas pegadas, como já havia feito com inúmeras pessoas. No entanto aqui, seus pés com formato estranho só o atrapalhava. Atravessou por entre carros escutando buzinas e xingamentos. Desviou e entrou em uma travessa com pouco movimento. Seu perseguidor se aproximava e já não havia nada que pudesse fazer.  Se escondeu em um canto, procurou alguma coisa com que pudesse riscar a parede. Desenhou um simbolo e o escondeu com algum saco de lixo. Nisso sentiu a presença de seu adversário. Estava ali de pé á poucos metros, uma forma escura e distorcida. Tentou lutar mas foi inútil. Logo sentiu o toque gélido do caçador penetrar sua pele e alcançar seu coração. Então sentiu sua vida lhe abandonando aos poucos.
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O homem com chapéu e terno branco caminhava tranquilamente. Se dirigiu até certa casa e então tocou a campainha. Uma voz doce e serena pode ser ouvida de dentro da casa.
- Quem é?
- Um velho amigo.
A porta se abriu e uma mulher loira surgiu na porta.
- O que esta fazendo aqui?
- Ora, Iara, isso são modos de receber um amigo. Não vai nem me convidar para entrar¿
Iara fez um sinal para que o home entrasse. Dentro da casa uma criança brincava na sala.
- Sua filha²?
- Sim. Minha e do Lucas.
- Lucas? Ah, sim. Quase me esqueço. O nome que ele escolheu usar. Então vocês ficaram juntos afinal.
- Você sabia que seria assim, Vitor.
- Não precisa me chamar de Vitor.
- Escolheu outro nome? Ou prefere que eu te chame de Boto?
- Boto-Cor-de-Rosa.
- Bem, Boto-Cor-de-Rosa, o que faz por aqui? Melhor falar logo. Meu marido esta para chegar.
- Eu deveria ficar assutado? Me disseram que ele é mais calmo hoje.
- Mas eu não.
Nisso, os dois escutam a porta abrir e um homem de grande porte entra na casa.
- Oi Lucas – disse o Boto-Cor-De-Rosa.- Estávamos falando de você.
- O que você esta fazendo na minha casa com a minha mulher
- Ele já estava de saída.
- Fora daqui já.
- Calma, não tem por que ficar nervoso. Vim falar algo importante. E é bom que estejam os dois aqui por que é um assunto que diz respeito á todos nós.
Os três ficaram em silêncio por um instante. Lucas então falou.
- O que você teria pra falar que pudesse nos interessar?
- O Curupira está morto.


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

VICTORIA DA LUZ


Eram quase onze horas, o hospital estava silencioso, poucos pacientes esperavam no saguão para atendimento. Mais  um dia de rotina no hospital São Marcos, em Uberaba. De repente entra uma mãe, direto pela emergência sofrendo com as dores do parto. Apesar do sofrimento ela estava feliz, era sua filha vindo ao mundo, sua filha tão esperada  gravidez  difícil, a pobre mãe sofreu muito cada dia de gestação. O marido tinha ido embora, ela tinha perdido o emprego e vivia de doações nos últimos meses de gravidez. Tudo estava terrível mas o espírito de Ana, a mulher que entrava pela emergência, estava forte. 
Algo surpreendeu a equipe médica a barriga de Ana parecia estar  emitindo uma luz misteriosa, essa luz aos poucos foi se tornando mais intensa, tão forte que chegou a ofuscar os olhos das enfermeiras que estupefatas não sabiam o que fazer.
O bebe nasceu naquela bizarra situação, sem nenhum pulso, sem nenhum sinal de vida, mas, novamente algo aconteceu...
Continua ....

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Identidade Secreta - por Agente Eleven

Meu nome é Vigilante Escarlate. Não que esse seja mesmo meu nome. Sabe, o nome que meus pais me deram quando nasci. Vigilante Escarlate é o nome que eu escolhi usar quando estou combatendo o crime. Sou um super-herói. Destes que usam máscara, uniforme colante, pula pelos prédios e dá uma surra nos bandidos. Quanto ao meu verdadeiro nome é segredo.
A identidade secreta que usamos não é um luxo. Não é por que achamos que ficamos mais maneiros ou importantes.Nós a temos para proteger aqueles que amamos. Nossa família, nossos amigos, nosso relacionamento. Neste ramo é comum fazer inimigos. e qualquer um deles poderia usar um conhecid seu para te atingir. Não poemos colocá-los em risco. Por isso a identidade secreta é um dos segredos mais bem guardados de um super-herói. Muitas vezes nem as pessoas mais próximas sabem da verdade.
Eu por exemplo, tenho uma noiva. Vamos nos casar em breve. Neste tempo que estamos juntos já compartilhamos vários segredos. No entanto ela não tem nem ideia de que eu seja o Vigilante Escarlate. Faço isso para protege-la. Mas fica a questão. Será que é justo esconder esse fato dela? Sinto como se a estivesse traindo. Não que eu tenha uma amante ou coisa do tipo, mas fico pensando " e se ela descobrir de outra maneira?" , " será que ela me perdoaria por não ter contado á ela", "será que ela entenderia que fiz isso para seu próprio bem?". Além disso que mal teria se só ela soubesse? Ela não sairia por ai contando.
Isso tem me atormentado nos últimos dias, á medida que se aproxima o casamento. As vezes pego ela me olhando e imaginado se ela já sabe a verdade e está só esperando eu dizer. esperando eu cumprir minha palavra de que não teremos segredos um para o outro. Este sentimento é pior do que qualquer vilão maluco que eu possa enfrentar.
Venho tentando contar á ela. Mas o medo me impede. Medo de ela dizer que eu tenha mentido pra ela todo esse temo. Ou medo dela achar que pode ser perigoso viver ao lado de um super-herói. Medo de perde-la. Estou divido entre o sentimento de proteção e o senso de justiça. Meus valores me impedem se subir no altar e jurar amor eterno enquanto engano aquela que amo. Preciso contar. Mas estou com medo.
Espere. Meus devaneios vão ter que esperar. Algo aconteceu ali á frente. Uma multidão reunida. Policia. Pode não ser nada mas tenho que checar. Ao me ver chegando as pessoas se afastam para que eu possa ver o que aconteceu. Me aproximo devagar e então vejo uma pessoa envolta de sangue. Não e move. Parece ser uma mulher. Parece...não pode ser! Sinto o desespero tomar conta de mim. Me aproximo do corpo da mulher e o abraço. E em um ato de desespero arranco minha máscara que estava me incomodando e choro. Um choro desesperado acompanhado de berros. As pessoas ficam espantadas. Estão vendo meu rosto mas isso não importa mais. Deixem que saibam quem eu sou. Aquela que eu amo e que jurei proteger se foi. E se foi sem saber do meu segredo.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

MARCO ZERO: UM ROBO , UM DILEMA

PARTE FINAL

DILEMA

O dia do dilema finalmente chegou. Nosso pequeno zoológico cresceu, fizemos muitos experimentos para testar o quanto à espécie humana é frágil. 
Em Marco Zero eles acreditavam que realmente eram os soberanos, que nenhuma espécie os superaria e que apesar das adversidades, apesar de a terra estar em ruínas eles continuavam firmes suportando o necessário para um dia reinar novamente. Vi muita crueldade dos humanos com nossa espécie e com a própria espécie. As classes sociais se formaram e com isso veio o preconceito, o orgulho e a indiferença. A ganância foi o que mais chamou nossa atenção. Não entendemos por que uma espécie que tem tanto potencial pode ao mesmo tempo pode ser tão autodestrutiva. Em Marco Zero se formou um Estado excludente onde os interesses de uma classe privilegiada ficaram acima do bem geral. Por que os humanos não aprendem? 
No dia da decisão final o conselho que me enviou a Marco Zero me convocou. Sim! Assim como muitos eu fui enviada para o zoológico para observar o comportamento humano e avaliar se essa espécie tem condições de ser restabelecida na terra. O planeta está repleto de irmãos e irmãos meus vivendo harmoniosamente, estudando uma forma de devolver a fauna e a flora ao planeta e transformá-lo em um santuário para as espécies que criamos nos nossos laboratórios. Mas ainda restava um animal para completar nossa coleção, o ser humano. No dia do veredito eu me fiz perguntas inquietantes: 
 “Depois do que eu testemunhei e a experiência que tive com meu amado amigo Salomão, as mães que cuidavam dos filhos com tanto amor que não consigo expressar, os amigos sorrindo, a felicidade das crianças ao brincarem e inventarem milhares de histórias, a esperança que muitos tinham de que um dia sairiam para o mundo e ele seria novamente verde. Tudo isso me comove muito eu tenho muita vontade de dar uma chance a essa espécie. Mas o que eles vão fazer quando descobrirem que vivem em um mundo de ilusão, que seus cientistas mais brilhantes são da bossa espécie, que tudo que aprendem nas escolas é ilusão? Eles vão se rebelar? Travar uma guerra com nossa espécie? Esse é meu dilema, será que eu aprovo a continuidade dessa espécie que para muitos dos meus irmãos não passam de uma praga. Eu tenho dito aos meus semelhantes que não podemos ser tomados pela amargura e vingança, se não estaríamos nos tornando tão vis quanto os humanos. O que farei? Esse dilema tem me consumido.” 
O conselho do projeto era composto por tres robos que repesentavam os interesses da nossa espécie, me lembro que eles me perguntaram paenas uma vez, com tom sereno e decisivo:

 - "Genóide Eva, o projeto deve continuar?"

 infelizmente  eu escolhi cancelar o projeto, não agüentaria ver os humanos se matando, disputando por um espaço na nossa sociedade, os poderosos entre eles iriam massacrar os mais pobres. Foi uma decisão muito difícil, mas o dilema ainda fica me perseguindo. Será que eu deveria ter mantido o zoológico era justo eles viverem aquela mentira por mais tempo? 
Como eu decidi pelo fim do projeto rapidamente o domo foi desligado, por alguns instantes eu dei um triste adeus para os humanos numa pesada tarde onde o sol deitava-se no horizonte tristemente. Depois do domo removido os humanos viram ao longe nossa cidade, e uma quantidade de robôs que acompanhavam o fim do projeto. Uma bomba de composto químico simples foi ativada e todos na cidade evaporaram. Chorei muitos anos de luto porque eu gostava do meu zoológico. Mas eu não podia suportar a idéia de eles competindo e se matando por um lugar entre nós.
   

fim


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

EU SOU UMA BRUXA PARTE 2 POR FOX THALITA


Um raio caiu bem próximo iluminando tudo ao redor. Dava pra ver as árvores, a grama molhada e a chuva, gota por gota e principalmente dava pra ver a quimera agora tão visível quanto as gotas da chuva tocando o chão. Os olhos da fera "amarelos" fixos não piscavam e brilhavam como ouro posto contra a luz. As patas bizarras e grandes com garras muito afiadas como navalhas talvez, pelo que vejo. O rabo de cobra e o que parece ser ser uma mamba negra que dançava entre as gotas da chuva.
GRRRR... A cabeça de leão fazia.
 - Meu Deus, olha esses dentes afiados e enormes 
 - Bosta!
 - O que? Essa coisa cospe fogo? Sério? - eu disse.
A quimera avançou. Vi suas garras brilharem com a luz. Rasgando o ar ela pulou pra cima de Andréa e Marta que estavam a minha direita perto de uma arvora com espinhos no tronco.
 - Droga, esqueci o nome dessa árvore.
 - Ahhh... - gritaram Marta e Andréa.
 - Filho da... GRRR -  disse Clear ao segurar a quimera.
Cristina berrou olhando para mim depois de desviar do bote da fera.
 - Escute, obedeça e apareça "Dama Serpente".
Essa é minha arma a qual só eu posso usar. Bem, não é que outros não possam, mas ela não tem controle sobre mim e eu consigo controla-la. Essa arma é um tipo de chicote, mas não um chicote comum, ela pertencia ao demônio do pecado da luxúria.
Uma mulher apareceu com um lindo e provocante vestido verde musgo, cabelos negros belos e longos, com um rosto sedutor. Era a Dama Serpente.
Ela se aproximou pelas minhas costas aos poucos rindo. Ela tocou meus ombros e eu estiquei meu braço esquerdo. Ela deslizou sua mão em meu braço e entrelaçou seus dedos aos meus e chegou bem perto do meu rosto, quase me roubando um beijo. É dessa forma que ela vira minha arma. Não me orgulho disso, mas se eu não a domasse ela manipularia a vida de um inocente até a morte e assim buscaria outras vidas para arruinar.
 - Peguei! - gritei.
Em um movimento rápido eu imobilizei a quimera, que grunhia alto. Uma das habilidades do chicote são seus espinhos que rasgam a pele do oponente e isso me dá a liberdade de soltar uma carga elétrica por dentro do corpo causando uma dor insuportável.
 - Vanessa, AGORA!
Pensamos rápido. Vanessa atacou com toda as forças, mas a quimera foi mais rápida. Desviou e atacou saltando do chão e caindo causando um tremor, nos jogando longe aproveitando a abertura para saltar para cima de Marta, agora ferida e sem seu canhão em formato de cruz.
 - CUIDADO MARTAAA...

CONTINUA...